José Ricardo pede proteção policial a padre Orlando
Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Data de Postagem: 24-09-2009
Manaus, 16 de Setembro de 2009.
José Ricardo pede proteção policial a padre Orlando Manaus, 1º de setembro de 2009. O vereador José Ricardo Wendling (PT) solicitou hoje (1/9) da presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) que encaminhe documento ao secretário de Estado da Segurança Pública, Francisco Sá Cavalcante, pedindo proteção policial ao padre Orlando Gonçalves Barbosa, que foi assaltado e agora poderá sair da cidade com medo de um atentado. Ele é pároco da Igreja Nossa Senhora das Graças, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste, e, juntamente com o líder comunitário Isaque Dantas de Souza, é uma das lideranças que luta contra a construção do terminal portuário das Lajes na localidade, obra orçada em mais de R$ 220 milhões e que pretende se instalar nas proximidades do Encontro das águas, na Colônia Antônio Aleixo. Para José Ricardo, essas agressões sofridas pelo padre Orlando e também pelo outro pároco que trabalha com ele (este teve a casa invadida e de onde levaram computadores, celulares e dinheiro) são reflexos da luta dessas instituições contra a construção do Porto das Lajes na comunidade, uma vez que poderia causar vários impactos sociais e ambientais. "é preciso que a polícia descubra se esses atentados têm a ver com esse projeto. Essas representações não são contra a construção do Porto, mas contra o local escolhido. Mas, de antemão, é preciso resguardar a vida do padre e de outros que se vêem ameaçados por meio de proteção policial", declarou ele, lembrando que já propôs audiência pública na CMM para discutir o tema. "E, na ocasião, muitas autoridades defendiam o projeto Porto das Lajes na Colônia Antônio Aleixo", completou o parlamentar. Caso de pedofilia O vereador falou ainda sobre o "Caso de Coari", em que está agora nas mãos da juíza da 2ª Vara, Ana Paula Braga, a denúncia de pedofilia e favorecimento à prostituição contra o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com ele, que citou reportagem publicada nesta terça-feira, a referida juíza foi flagrada pela Polícia Federal, por meio de escutas telefônicas, pedindo favor ao grupo de Adail Pinheiro. "Isenção difícil de acreditar", diz um título opinativo da reportagem, colocando ser uma pena que a Corregedoria do Tribunal de Justiça não possa interferir, alegando impedimento da magistrada, já que somente ela mesma poderá se declara suspeita para julgar o caso. "Porém, ela já afirmou que não tem nenhum impedimento legal que a impeça de atuar no processo", disse José Ricardo, ressaltando e concordando com a reportagem que dizia que "resta apenas a esperança no Ministério Público Estadual (MPE), que tem por obrigação tentar impedir que mais uma injustiça seja cometida no interior do Estado".
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CRISTIANE SILVEIRA
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