O vereador José Ricardo Wendling (PT) parabenizou nesta segunda-feira (8) a todas as mulheres. Ele ressalta as lutas, os avanços de direitos, as conquistas e a organização das mulheres contra a discriminação ainda existente em seus postos de trabalho, na área da educação, da saúde e demais segmentos sociais.
De acordo com o parlamentar, as políticas públicas para as mulheres na cidade de Manaus não priorizam áreas cruciais: faltam de creches para os filhos das mulheres trabalhadoras – promessa de campanha do atual prefeito; o atendimento é precário nas unidades básicas de saúde, onde a maioria dos seus pacientes são mulheres; o modelo atual de transporte coletivo dificulta a locomoção das gestantes, dos idosos e até dos estudantes; e os serviços de atendimento psicológico, como ainda a internação em abrigos, não chegam a maioria das mulheres vítimas de violência, já que o executivo municipal não prioriza essa área.
José Ricardo cita projetos de sua autoria em defesa dos direitos das mulheres: a promulgação da lei que implantou o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher; o projeto que prevê que 30% da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) seja composta por mulheres, este ainda em tramitação na Casa; as emendas parlamentares para construção de escolas, de creches, e de abrigos de proteção; “A garantia dos direitos das mulheres deve começar com exemplo do poder legislativo”, afirma.
Histórico
Este ano, comemora-se 100 anos em que ocorreu a I Conferência Internacional de Mulheres, em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta de instituição de um Dia Internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
Mas a ideia da existência de um dia internacional da mulher foi proposta na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. As operárias em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos contra as más condições de trabalho e os baixos salários, em 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.
CRISTIANE SILVEIRA
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